Beijo, sexo e multidões: médica explica cuidados contra ISTs no Carnaval
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| Foto: Divulgação |
Infectologista da SegMedic explica por
que o Carnaval é um período de maior vulnerabilidade e orienta como se proteger
antes, durante e após a folia
Rio de
Janeiro, fevereiro de 2026 – O
Carnaval é marcado por encontros, aglomerações e relações ocasionais, criando
um cenário que favorece a exposição a infecções sexualmente transmissíveis
(ISTs). Especialistas alertam que, nesse período, cresce a procura por
atendimento relacionado a sintomas, testagens e orientações após a folia.
Segundo dados do
Ministério da Saúde, entre 1980 e setembro de 2025, o Brasil registrou mais de
1,1 milhão de casos de aids, com uma média de cerca de 35 mil novos
diagnósticos por ano nos últimos cinco anos. Apesar de uma queda gradual ao
longo dos últimos anos, nota-se um aumento preocupante das infecções entre
homens de 15 a 29 anos, faixa etária considerada prioritária para ações de
prevenção.
“O Carnaval
reúne três fatores de risco importantes: grande circulação de pessoas, relações
ocasionais e consumo de álcool. Isso não significa que a festa seja um
problema, mas que a prevenção precisa acompanhar o ritmo da folia”, explica
Lilha Mata, infectologista na SegMedic, rede de clínicas ambulatoriais do
Rio de Janeiro.
Por que
o risco aumenta no Carnaval?
Durante grandes
eventos, é comum que as pessoas flexibilizem os cuidados que mantêm no dia a
dia. O uso irregular do preservativo, aliado ao consumo de bebidas alcoólicas,
reduz a percepção de riscos e favorece decisões impulsivas. Além disso, muitas
ISTs não apresentam sintomas imediatos, o que contribui para a transmissão
silenciosa.
“Existem
infecções que podem permanecer assintomáticas por dias, semanas ou anos. A
pessoa pode não perceber nada e ainda assim transmitir a doença. Por isso, a
prevenção não termina quando a festa acaba”, alerta a Dra.
Principais
ISTs associadas ao período do Carnaval
De acordo com o
Ministério da Saúde, as infecções mais frequentemente associadas ao aumento de
casos após períodos festivos incluem:
·
HIV/aids: pode permanecer assintomático por longos períodos;
·
Sífilis: apresenta crescimento expressivo nos últimos anos,
especialmente entre jovens adultos;
·
Hepatites
virais B e C: transmitidas por
contato sexual desprotegido;
·
Gonorreia e
clamídia: infecções comuns, muitas
vezes silenciosas, mas com potencial de complicações;
·
HPV: altamente transmissível, mesmo na ausência de sintomas
visíveis.
Principais
sinais de alerta
Embora nem todas
as ISTs se manifestem de forma imediata, alguns sintomas exigem atenção médica:
·
Ardência ou dor ao
urinar;
·
Corrimentos ou
secreções genitais;
·
Feridas, verrugas ou
lesões na região íntima;
·
Coceira, vermelhidão
ou dor local;
·
Febre, mal-estar ou
ínguas após relações desprotegidas.
Ao notar
qualquer alteração, a orientação é procurar atendimento médico e realizar
exames específicos.
Como se
proteger antes, durante e depois da folia
A infectologista
reforça que a prevenção deve ser pensada em três momentos distintos:
Antes da
folia
·
Tenha preservativos
disponíveis e em boas condições;
·
Informe-se sobre
testagens e métodos de prevenção;
·
Avalie seu histórico
recente de saúde sexual.
Durante
o Carnaval
·
Use preservativo em
todas as relações, inclusive no sexo oral;
·
Evite múltiplos
parceiros sem proteção;
·
Modere o consumo de
álcool para manter a percepção de risco;
·
Não compartilhe
objetos íntimos.
Depois
da festa
·
Procure testagem,
especialmente após relações desprotegidas;
·
Fique atento a
qualquer sintoma, mesmo que leve;
·
Busque orientação
médica em caso de dúvida;
·
Saiba que existem
estratégias de prevenção pós-exposição disponíveis.
“Hoje contamos
com testagens rápidas e, em situações específicas, medidas de prevenção
pós-exposição. O mais importante é não ignorar o risco e buscar orientação
profissional o quanto antes”, destaca Lilha.
Informação
também é prevenção
Para a SegMedic,
falar sobre ISTs durante o Carnaval faz parte de uma abordagem responsável de
saúde pública. “Levar informação clara, sem julgamento, é essencial para
reduzir riscos e estimular o cuidado contínuo. Saúde sexual precisa ser tratada
com naturalidade, inclusive nos momentos de lazer”, conclui a médico.
Sobre a
SegMedic
A SegMedic é uma rede de clínicas
ambulatoriais referência em assistência à saúde no estado do Rio de Janeiro,
oferecendo mais de 25 especialidades médicas e mais de 3.000 tipos de exames
laboratoriais e complementares. Conta com uma equipe médica altamente
qualificada e uma infraestrutura moderna, segura e acolhedora. A empresa tem
como missão cuidar das pessoas, proporcionando um serviço de saúde de qualidade
a um valor acessível. O acesso à saúde é mais do que uma demanda: é uma
necessidade essencial. O compromisso da SegMedic é garantir atendimento
humanizado, eficiente e acessível para toda a população.

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