Proteção ocular no verão: sete cuidados essenciais para evitar irritações e manter a visão saudável
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| Foto: Divulgação |
Brasília entra
no verão marcada por uma brusca mudança climática. Depois de enfrentar meses de
baixa umidade — que em setembro costuma atingir níveis abaixo de 20%, segundo o
Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) — a capital passa, entre outubro e
janeiro, para o período de chuvas intensas. A umidade sobe rapidamente, chegam
tempestades, o vento aumenta e as temperaturas permanecem elevadas, criando um
ambiente que impacta diretamente a saúde dos olhos.
Com mais atividades ao ar livre,
aumento da radiação UV e contato frequente com piscina, chuva, poeira e
ar-condicionado, as irritações oculares tendem a crescer. Segundo o Ministério
da Saúde, as conjuntivites — especialmente as de origem viral — costumam
registrar maior circulação nessa época do ano, favorecidas pela combinação de
calor, umidade e ambientes coletivos.
Diante desse cenário, o
oftalmologista Marcelo Taveira explica sete cuidados
fundamentais para atravessar a estação com mais segurança ocular.
1. Priorizar óculos de
sol com proteção UV real
Em Brasília, onde a incidência de radiação solar é alta durante todo o ano —
com índices UV frequentemente classificados como “muito altos” ou “extremos”,
segundo o Inmet — a proteção adequada é indispensável. Lentes escuras sem
filtro UV dilatam a pupila e deixam entrar ainda mais radiação. A recomendação
é adquirir óculos com garantia comprovada de proteção UVA e UVB.
2. Evitar abrir os olhos
dentro da piscina
Nas semanas mais quentes, piscinas públicas e de condomínios ficam lotadas. O
cloro, usado em maior volume para dar conta da demanda, irrita a superfície
ocular. Vermelhidão, ardência e conjuntivite química são comuns. Óculos de
natação bem ajustados ajudam a prevenir queimaduras e inflamações.
3. Cuidado redobrado no
mar — e também na chuva forte
Brasília não tem mar, mas muitos brasilienses viajam para o litoral nesta
época. Lá, o sal resseca os olhos e o vento carrega grãos de areia capazes de
arranhar a córnea. Já na capital, as chuvas intensas arrastam poeira e
poluentes, que podem entrar nos olhos e causar irritação. Após exposição, lavar
o rosto com água limpa ajuda a minimizar danos.
4. Manter as mãos limpas
e evitar esfregar os olhos
O calor aumenta a transpiração e o contato das mãos com o rosto. Isso facilita
a transmissão de vírus e bactérias — especialmente em ambientes compartilhados
como shoppings, piscinas e academias. Esfregar os olhos pode machucar a córnea
e piorar quadros alérgicos.
5. Usar colírios
lubrificantes quando houver ressecamento
Mesmo após o fim da seca, o ar-condicionado continua sendo um vilão comum no
verão brasiliense, principalmente em escritórios e carros. Ele reduz a umidade
do ar e acelera a evaporação da lágrima. Colírios lubrificantes devolvem o
conforto. Já os vasoconstritores, que “tiram o vermelho”, devem ser evitados
por mascararem o problema.
6. Não compartilhar
objetos pessoais
No verão, as conjuntivites virais tendem a se espalhar mais, devido ao contato
próximo em festas, viagens e áreas de lazer. Toalhas, fronhas, óculos,
maquiagens e máscaras de dormir devem ser de uso individual para evitar
contaminação.
7. Ficar atento aos
sinais de alerta
Vermelhidão intensa, dor, secreção amarelada, sensibilidade à luz e visão
borrada exigem avaliação imediata. “Muitos problemas comuns do verão têm
solução simples; o que não pode acontecer é ignorar os sintomas”, reforça o
oftalmologista Marcelo Taveira.
No período em que Brasília transita
do clima seco extremo para chuvas volumosas, a atenção redobrada com os olhos
torna-se essencial. Cuidados simples protegem contra lesões, desconfortos e
infecções — permitindo aproveitar o verão, na capital ou no litoral, com mais
saúde e segurança visual.
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