Exaustão emocional, comparação constante e cultura da produtividade ampliam o adoecimento mental no Brasil, alerta psicólogo
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| Foto: Divulgação |
Para o psicólogo Guilherme Cavalcanti,
parceiro da SegMedic, a diferença entre cansaço e esgotamento mental está nos
sinais persistentes que o descanso não resolve e a prevenção precisa sair do
discurso para virar prática cotidiana
Rio de
Janeiro, janeiro de 2026 – O
debate sobre saúde mental nunca esteve tão presente no Brasil. Ainda assim, os
índices de ansiedade, estresse crônico e Burnout seguem em crescimento. Para o
psicólogo Guilherme Cavalcanti, parceiro da SegMedic, esse aparente paradoxo se explica
menos por um “aumento repentino” de adoecimento e mais por um reconhecimento
tardio de algo que sempre existiu, mas foi historicamente minimizado.
“Ao longo da
história, o sofrimento psicológico sempre esteve presente. A diferença é que
hoje há mais visibilidade. Antes, muitos sintomas eram tratados como ‘frescura’
ou falta do que fazer. Agora, as pessoas conseguem identificar sinais e buscar
ajuda”, afirma.
Segundo o
especialista, um dos conceitos mais banalizados nos últimos anos é o da
exaustão emocional. Ele explica que o cansaço comum costuma ser resolvido com
pausas e descanso, enquanto o esgotamento mental persiste mesmo após noites bem
dormidas. “Na exaustão, o repouso não dá conta. Surgem sinais como fadiga mental,
irritabilidade, ansiedade e dificuldade de concentração, sintomas que muitas
pessoas insistem em ignorar”, alerta.
Entre jovens de
18 a 30 anos, esse quadro é intensificado por um sentimento constante de atraso
em relação à vida, à carreira e às conquistas. As redes sociais exercem papel
central nesse processo. “A pergunta que precisa ser feita é: atrasado para
quem? A comparação constante gera cobranças exageradas, culpa, medo e
ansiedade. A grama do vizinho pode ser linda, mas também pode ser de plástico.
Vale a pena se comparar com algo artificial?”, provoca.
No ambiente
corporativo, o psicólogo avalia que programas de bem-estar ainda falham por não
se traduzirem em cultura real. “Criar ações por obrigação não transforma nada.
É preciso vestir a camisa do cuidado, acreditar no impacto desses programas e
ter lideranças comprometidas. Quando a empresa cuida realmente do colaborador,
o retorno aparece e todos ganham”, diz. Para isso, defende uma mobilização que
envolva treinamentos, campanhas internas, eventos e comitês permanentes, e não
apenas iniciativas pontuais.
Sobre grupos
mais vulneráveis ao adoecimento mental, o psicólogo ressalta que não há uma
resposta única. “Pessoas expostas à pobreza, violência, discriminação, estresse
e traumas têm maior risco, mas tudo precisa ser analisado caso a caso.
Genética, história de vida, rede de apoio e políticas públicas fazem toda a
diferença. Ter predisposição não significa, necessariamente, adoecer.”
A cultura da
hiperconectividade e da produtividade incessante também surge como um dos
principais gatilhos contemporâneos de ansiedade e Burnout, especialmente entre
as gerações mais jovens. “Vivemos em estado de alerta constante. O trabalho
ultrapassou o horário comercial, os prazos estão mais curtos e a pressão por
produzir nunca termina. Isso gera estafa, medo e sofrimento”, afirma. Para se
proteger, o especialista destaca três práticas essenciais: estabelecer limites
claros, criar momentos de desconexão e buscar equilíbrio entre vida pessoal e
profissional.
No mês do
Janeiro Branco, campanha dedicada à saúde mental, o psicólogo reforça que
pequenas ações diárias já geram impacto significativo. “Em 15 minutos é
possível cuidar da saúde mental. Meditar, caminhar, ouvir música relaxante ou
ter um momento de lazer ajuda a manejar o estresse. Sono, alimentação,
atividade física e gestão do estresse são pilares fundamentais.”
O maior desafio
do Brasil nos próximos anos, segundo Guilherme Cavalcanti, é mudar o foco do
cuidado em saúde mental. “Precisamos sair de um modelo centrado apenas na crise
e na doença e avançar para a prevenção e a promoção do bem-estar em todos os
níveis da sociedade. Reduzir o estigma ainda é urgente — e coletivo.”
Sobre a
SegMedic
A SegMedic é uma rede de clínicas
ambulatoriais referência em assistência à saúde no estado do Rio de Janeiro,
oferecendo mais de 25 especialidades médicas e mais de 3.000 tipos de exames
laboratoriais e complementares. Conta com uma equipe médica altamente
qualificada e uma infraestrutura moderna, segura e acolhedora. A empresa tem
como missão cuidar das pessoas, proporcionando um serviço de saúde de qualidade
a um valor acessível. O acesso à saúde é mais do que uma demanda: é uma
necessidade essencial. O compromisso da SegMedic é garantir atendimento
humanizado, eficiente e acessível para toda a população.
Informações
à imprensa
Seven PR | Segmedic@sevenpr.com.br

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