Compliance tributário é mais do que uma questão de transparência: é rotina obrigatória para manter o negócio funcionando
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| Foto: Divulgação |
Golpes e fraudes ao
sistema tributário colocam empresas em risco e exigem máxima atenção
Não é novidade
que nos últimos anos, a Receita Federal tem enfrentado uma onda de fraudes que
envolvem a recuperação indevida de créditos tributários no âmbito do Simples
Nacional.
Empresas de
pequeno e médio portes se tornam alvos fáceis de golpistas especializados em
manipular dados fiscais, muito por não terem ou nem saberem a importância do
compliance tributário.
Mas não é só
isso: muitas vezes, as fraudes acontecem ali mesmo, embaixo do próprio teto,
sem que o empresário tenha noção do que está ocorrendo em seu próprio negócio.
É certo que
muitos desses empresários pensem que o compliance é importante somente em
grandes empresas, mas esta não é uma verdade.
Os impactos para
as empresas envolvidas em fraudes podem ser devastadores. Isso porque, a
Receita Federal, ao detectar irregularidades, pode aplicar penalidades e multas
um tanto severas, acarretando um aumento expressivo da carga tributária para essas
empresas. E ainda que a empresa tenha sido vítima de terceiros, ela será responsabilizada
por irregularidades em suas declarações fiscais.
Ou seja, é
primordial que toda empresa tenha um setor fiscal para cuidar das questões do
dia a dia da empresa, fazendo com que a legislação seja cumprida à risca.
E o prejuízo não
para por aí. O governo também pode sofrer um grande impacto nas contas
públicas, devido à manipulação de créditos tributários falsos, por exemplo, colocando
em risco a arrecadação tributária para o financiamento de políticas públicas.
E como se defender?
O compliance tributário é a ação mais
recomendada para inibir e prevenir possíveis fraudes, seja de dentro para fora
ou de fora para dentro.
Neste cenário, as empresas passam a investir em
regras rígidas e transparentes para o envio de obrigações acessórias, tais como
emissão de notas fiscais e entrega de Sped Fiscal, por exemplo, facilitando o
acesso a benefícios fiscais legítimos, melhorando, assim, a credibilidade junto
ao fisco e ao mercado.
O que anteriormente era um custo para as
empresas, hoje já começa a ser visto como investimento, fazendo com que as
práticas de compliance fiscal/tributário cresçam cada vez mais, porém, ainda é
uma ação desconhecida para muitos, especialmentepara os pequenos
empreendedores.
Por vezes, o próprio empresário é quem faz o
repasse das informações para o contador, sem ter em sua empresa, um setor
fiscal que possa auxiliá-lo a prestar contas da forma correta.
A Receita Federal, por meio do cruzamento de
dados, facilmente identificará incorreções, assim como, continua com operações
específicas para fiscalizar as empresas, sejam elas optantes pelo Simples
Nacional ou não.
Mas estas ações ainda são desconhecidas por
muitos empresários, por mais incrível que pareça. Desse modo, seria necessária
uma ação por meio de campanhas preventivas para alertar, principalmente, o
pequeno e médio empresário, que, por vezes, tem uma estrutura
administrativo-fiscal enxuta e, portanto, fica mais exposto às ações
fraudulentas de terceiros, a investir em compliance.
Para garantir que todas essas ações sejam
feitas dentro das conformidades legais, as empresas devem buscar orientação
especializada, investir em treinamento e adotar mecanismos de monitoramento
contínuo. Desta forma, estarão mais protegidas contra fraudes e contribuirão
para um sistema tributário mais justo e transparente.
Sobre Edna Dias: Edna é advogada tributarista
com mais de 22 anos de experiência na área, com foco em consultoria preventiva,
treinamentos e palestras. Formada também em Ciências Contábeis, possui ainda
especializações em Direito Tributário, Finanças e Controladoria.
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