CAIXA Cultural Brasília apresenta "Menino Mandela": jornada poética pela infância de Nelson Mandela promove letramento racial
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| Foto: Renato Mangolin |
Espetáculo
vencedor do Prêmio CBTIJ utiliza música ao vivo, bonecos e danças africanas
para apresentar às novas gerações a origem dos sonhos de liberdade do líder
sul-africano
A CAIXA Cultural
Brasília recebe, entre os dias 18 e 22 de março de 2026, o
musical infantojuvenil "Menino Mandela". O espetáculo,
que já encantou plateias em Fortaleza, Salvador e São Paulo, pela CAIXA
Cultural, e também no Rio de Janeiro e em São Luís, chega à capital federal
propondo uma experiência que transcende o entretenimento: um mergulho poético e
educativo na infância do menino Rolihlahla, que anos mais tarde se tornaria
Nelson Mandela, símbolo maior da luta pela dissolução do apartheid na África do
Sul e vencedor do Prêmio Nobel da Paz.
Com texto original de Ricardo
Gomes e Mariana Jaspe, direção artística e idealização
de Arlindo Lopes, e direção musical, canções originais e arranjos
de Wladimir Pinheiro, a montagem é vencedora de cinco prêmios do
Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude (CBTIJ). No elenco,
estão Gustavo Delayte, Caroll Badon, Alexandre Rosa Moreno, Ella
Fernandes e a premiada Vanessa Pascale (melhor atriz
pelo CBTIJ), acompanhados pelas musicistas Flávia Chagas e Geiza
Carvalho.
Infância, memória e o
despertar da consciência
A história tem início quando
Zoe, neta de Nelson Mandela, precisa fazer um trabalho escolar sobre o avô. Ao
revisitar suas memórias, uma "fenda no espaço-tempo" a transporta
para 1926, onde ela encontra o menino Rolihlahla na aldeia sul-africana de
Qunu. O público acompanha então suas brincadeiras, o aprendizado com os anciões
da tribo, a relação profunda com a natureza e os primeiros contatos com um
mundo marcado pela desigualdade racial.
O espetáculo é uma
experiência poética e educativa, que aproxima gerações e promove o letramento
racial ao valorizar a representatividade negra e reafirmar princípios como
empatia, igualdade e respeito. Mais do que narrar a infância de um líder,
Menino Mandela leva crianças, jovens e adultos a reconhecerem que os grandes sonhos
de liberdade e justiça nascem de gestos simples e humanos que moldam valores,
constroem identidades e inspiram novas formas de convivência. É um convite à
reflexão e à esperança, que transforma a memória de Mandela em caminho vivo de
aprendizado e transformação.
Teatro como ferramenta de
transformação social
A concepção artística de
Arlindo Lopes fundamenta-se no teatro como ferramenta de formação crítica e
afetiva, especialmente no diálogo com públicos infantojuvenis, ao abordar
questões raciais de forma sensível, acessível e não estereotipada. Ao revisitar
a infância de Mandela, o espetáculo desloca o foco da figura histórica
monumental para o menino inserido em uma comunidade negra, evidenciando valores
como solidariedade, justiça e pertencimento são construídos desde cedo.
A dramaturgia estrutura-se a
partir de um encontro entre gerações, no qual passado, presente e futuro
coexistem, inspirada em concepções africanas de tempo circular e ancestral. A
presença da neta como mediadora da narrativa reforça a transmissão de saberes e
a construção coletiva da consciência histórica e racial.
Uma experiência estética
completa
A riqueza da montagem se dá
pela integração de diversas linguagens artísticas: as referências estéticas
presentes nos figurinos de Tereza Nabuco e no cenário de Mauro Vicente Ferreira
dialogam com culturas africanas e afro-diaspóricas. Enquanto os bonecos do
artista plástico Dante e os adereços luminescentes de Rafael Turatti ampliam a
dimensão simbólica da cena como extensões da memória e da ancestralidade. A
música ao vivo ocupa papel central, articulando sonoridades inspiradas em
matrizes africanas, e o trabalho corporal e coreográfico de Fernanda Dias e
Carlotta Romanelli ativam o corpo como território de memória, identidade e
resistência.
Serviço:
Espetáculo musical: Menino Mandela
Local: Teatro da CAIXA Cultural Brasília
Endereço: Setor Bancário Sul, Quadra 4, Lotes 3/4 – Edifício
Anexo à Matriz da CAIXA
Temporada: de 18 a 22 de março de 2026
Horários: dias 18 e 19, às 15h; e dias 20, 21 e 22, às 15h e às 19h
(sessão dupla)
Acessibilidade: sessão com
Tradução em Libras dia 20 às 15h
Acesso para pessoas com
deficiência
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia entrada
conforme legislação vigente e clientes CAIXA)
Vendas: a partir do dia 14 de março. Às 9h na bilheteria do teatro;
às 13h, no site Bilheteria Cultural - Bilheteria Cultural (https://bilheteriacultural.
Classificação: Livre
Duração: 75 minutos
Capacidade: 407 lugares
Estacionamento: gratuito aos finais de semana e feriados e de terça
a sexta a partir das 18h
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal
Mais informações: site
da CAIXA Cultural
Realização: Pássaro Azul Produções Culturais
Oficina gratuita
Artista na Criação e
Produção, com Arlindo Lopes
Nos dias 21 e 22 de
março, às 10h, o diretor Arlindo Lopes ministra oficina gratuita sobre
concepção e realização de projetos culturais. Da inspiração à realização, o propósito maior é
desmitificar que artistas não devem se envolver com produção para que possam
realizar seus sonhos e redirecionar suas trajetórias. Os encontros serão
divididos em módulos, onde etapas de criação de projetos culturais serão
descritas e destrinchadas. Nos últimos 7 anos, Arlindo foi contemplado 28 vezes
em chamadas públicas de editais culturais para a criação, produção e circulação
de 12 produções originais em diversos seguimentos como teatro, adulto e infantil,
audiovisual e podcast.
Inscrições: Site da CAIXA Cultural a partir de 13 de março.
Vagas: 30
Serviço:
Oficina gratuita: Artista na Criação e Produção, com Arlindo Lopes
Local: Teatro da CAIXA Cultural Brasília
Endereço: Setor Bancário Sul, Quadra 4, Lotes 3/4 – Edifício
Anexo à Matriz da CAIXA
Dias: 21 a 22 de março de 2026
Horários: das 10h às 13h
Duração: 6 horas
Público-alvo: estudantes e profissionais de teatro e artistas no
sentido mais amplo — incluindo criadores das artes cênicas, música, artes
visuais, audiovisual, literatura, performance e iniciativas culturais
independentes.
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