Carrascoza e Juliana Monteiro lançam Fronteiras visíveis pela Maralto Edições
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| Foto: Divulgação |
Com sete pares de contos, livro
entrelaça literatura com fotografia e conecta o leitor com o começo e o fim da
vida
No próximo dia
21 de novembro, será lançado o livro Fronteiras visíveis, do
escritor João Anzanello Carrascoza e da artista visual Juliana Monteiro. A
obra, que entrelaça literatura e fotografia, conecta o leitor com a efemeridade
da existência e as fronteiras que separam a vida e a morte.
Com uma
estrutura instigante, o lançamento da Maralto Edições apresenta sete pares de
contos inéditos prenunciados por um par de cenas fotográficas e costurados pelo
movimento de uma onda. Forças ambivalentes, como o sim e o não, a luz e a
sombra, o contentamento e o desencanto, são exploradas tanto nas imagens quanto
nos contos. Uma das cenas retrata uma senhora, de costas, retornando ao mar,
simbolizando o fim de uma vida, de um ciclo e de uma geração. A outra cena
representa o nascimento da vida, a renovação, com uma criança saindo do mar e
caminhando em direção ao leitor.
“As duas
personagens visuais se movimentam nas páginas”, explica a artista Juliana
Monteiro. “A criança com mais agilidade, e a idosa vagarosamente. O leitor pode
ler a narrativa visual com o movimento das páginas como flipbook ou manusear
página a página e estar de frente, pouco a pouco, com esse ciclo entre o
inaugurar e o se despedir. Num ritmo que é próximo ao da vida. Dia a dia,
página a página, como quem quer represar o tempo com as mãos.”
O projeto nasceu
de um novo encontro entre o escritor e a artista visual, fundindo ficção
literária e imagem fotográfica. Desta vez, enquanto Carrascoza elaborava os
contos para formar um par temático, Juliana foi construindo as duas situações
por meio das fotos a fim de que resultassem em cenas com movimento, conforme o
leitor as manuseasse.
“Fronteiras
visíveis tem uma aproximação, na
forma, com o Catálogo de perdas, que eu e Juliana publicamos anos
atrás, unindo minha ficção às fotos que ela produziu para as histórias de
perdas”, comenta o escritor.
No conteúdo, os
contos carregam o olhar detalhado de Carrascoza para as relações afetivas e as
forças ambivalentes que as regem, exploradas em outras de suas obras, com a
diferença de que aqui as histórias vão aparecendo em dupla, possibilitando ao
leitor uma leitura que contemple de duas maneiras distintas a mesma temática.
Fronteiras
visíveis abre com “Dança”, um
conto narrado em primeira pessoa por um pai que vislumbra os primeiros passos
da filha de apenas um ano e meio. Na narrativa a criança explora um mundo de
maravilhas, brincando e dançando com seus brinquedos, irradiando alegria e
curiosidade, sem se conectar com a perda da mãe. A história sugere que, embora
a infância seja repleta de descobertas e êxtase, um dia a criança entenderá o
significado da "dor", marcando a transição da inocência para a
compreensão da complexidade da vida.
(...) mas tu nos
surpreendes, com a tua dança tu estás nos dizendo, Estou feliz, e
estás feliz porque esquecestes por um momento a ausência de tua mãe, imaginando
talvez que seja uma ausência interina, quando, em verdade, é definitiva.
A obra desafia
as divisas convencionais da literatura e da fotografia, proporcionando uma
experiência de leitura que é, em si, uma jornada. Com suas imagens e
narrativas, Fronteiras visíveis explora a complexidade do
mundo contemporâneo e suas forças contrárias, além de ser também um convite
para refletir sobre as fronteiras que moldam nossa existência. A obra fará
parte do Programa de Formação Leitora Maralto, uma iniciativa direcionada para
escolas de todo o país.
Sobre o autor
João Anzanello
Carrascoza é redator publicitário e professor na Escola de Comunicações e Artes
da Universidade de São Paulo (ECA-USP). É considerado uma das grandes
revelações da ficção brasileira e um dos maiores contistas contemporâneos.
Recebeu três vezes o prêmio Jabuti, quatro vezes o prêmio da Fundação Nacional
do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), três vezes o prêmio da Fundação Biblioteca
Nacional, o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), o Prêmio
Candango de Literatura e o Cátedra Unesco, além dos internacionais Radio France
(Paris) e White Ravens (International Youth Library, Munique, Alemanha).
Sobre a fotógrafa
Juliana Monteiro
é artista visual. Participou de diversas exposições coletivas em galerias e em
museus, além de residências artísticas nacionais e internacionais. Recebeu o
prêmio Mobile Photo Festival (MIS-SP) pela série Onde eu possa morar (2018).
Publicou os livros de artista Pandora (2020), Aprendiz (2021), Queira
receber como recordação (2022), entre outros. É coautora, com o
escritor João Anzanello Carrascoza, do Catálogo de perdas (2017),
obra finalista do Prêmio Jabuti e vencedora do FNLIJ.
Fronteiras visíveis
Autores:
João Anzanello Carrascoza e Juliana Monteiro
Editora: Maralto
Edições
Páginas: 183
Preço: RR 49,90
Vendas: Amazon
Lançamento
Bate-papo e
sessão de autógrafos com João Anzanello Carrascoza e Juliana Monteiro
Dia:
21/11
Local: Jardim da
Casa das Rosas (Avenida Paulista, 37, Bela Vista – São Paulo)
Horário:
a partir das 18h

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