Espetáculo teatral on-´line (In) Cômodos – A Mulher da Ponte chega para falar de amor e resistência em tempos de pandemia


Foto: Fernanda Resende

Monólogo foi gravado dentro de casa e contou com equipe de 10 artistas que tentaram resistir ao ano de 2020 de forma independente.

“Terra sem lei, perda de irmão, porte de armas, vidas se vão...”, a música Do Nono Andar, de Cecy Wenceslau e Magno Myller, retrata uma triste realidade. Triste, porém verídica. Uma realidade de intolerância seja ela religiosa, de gênero, cor, classe social, dentre tantas outras.

Do Nono Andar se soma a trilha original do compositor Caio César Costa para dar vida ao espetáculo (In) Cômodos – A Mulher da Ponte. A peça que fala de todos estes temas será apresentada nos dias 13 e 14 de novembro, sexta e sábado, às 20h30, no canal do YouTube do artista Piettro: https://www.youtube.com/Piettro. Gratuito. Não recomendado para menores de 14 anos.

E quem quiser ajudar os 10 artistas envolvidos que, devido ao ano de pandemia e teatros com portas fechadas tiveram que se virar de forma independente, pode contribuir, com qualquer valor, no link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-para-equipe-do-espetaculo-in-comodos-a-mulher-da-ponte.

Banhada em uma série de casos de intolerância, casos de assassinatos como o de Marielle Franco, dentre tantos outros,  a peça é um monólogo de 45 minutos que conta a história de uma mulher, uma prostituta que frequenta uma ponte – que pode ser qualquer ponte do mundo- para ganhar um dinheiro mínimo para sua sobrevivência e da sua parceira de vida: a cadelinha Bina. Baseada na obra literária Aqueles Livros Não Me Iludem Mais, do premiado autor pernambucano Cícero Belmar, a produção dirigida por Ernandes Silva e com atuação da atriz Clara Camarano fala de amor e da triste realidade desta mulher. Uma mulher que se reflete em tantas outras e que, ao mesmo tempo, reflete tantas outras.  

“Ela é uma mulher que faz aquilo para ganhar a vida. Mas, não ficamos apenas na história dessa mulher. Ela é uma mulher solitária e que se indigna com tantos casos de preconceitos. Sejam eles religiosos, de gênero, orientação sexual”, adianta o diretor Ernandes Silva.

Mediante estes questionamentos e a essa explosão universal da intolerância humana, em todos seus aspectos manifestados no racismo, na homofobia, xenofobia, etnocentrismo, no feminicídio exacerbado, no preconceito religioso e nos maus-tratos e exclusão dos portadores de deficiência, que nasce este espetáculo que deixa um questionamento que incomoda. Aliás, a ideia é, de fato, provocar. 

“Afinal, é mediante o incômodo que poderemos refletir. E, que tal, aproveitar a quarentena para refletir? Ilhados e em contato com o nosso eu e o do outrém, que não é igual ao seu eu, poderemos abrir uma discussão, um debate. Até onde a sua liberdade invade a minha e vice-versa?”, questiona o diretor.

E para falar destas tantas intolerâncias, de mortes e, acima de tudo, deixar uma mensagem de amor, o monólogo começou a ser ensaiado em abril de 2020. Em reuniões virtuais, Ernandes Silva e a atriz Clara Camarano conseguiram alinhar esta proposta que também conta com um cenário forte assinado por Silva.

O quê: Espetáculo (In) Cômodos – A Mulher da Ponte estreia no formato on-line;

Quando: 13 e 14 de novembro, sexta e sábado, às 20h30;

Onde: Canal no YouTube do artista Piettro: https://www.youtube.com/Piettro.;

Gratuito;

Não recomendado para menores de 14 anos;

 Contribua com o espetáculo em: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-para-equipe-do-espetaculo-in-comodos-a-mulher-da-ponte.

 Informações: Instagram: @espetaculo_incomodos e @ernandes_ator

 

 


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