Lançamento do álbum Cafurnas Fulni-ô 16 de dezembro
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| Foto: Raíssa Azeredo |
Plataformas digitais (Facebook, Instagram e Youtube)
No momento em
que a Unesco comemora o Ano Internacional das Línguas Indígenas, o projeto
Cafurnas Fulni-ô lança três videoclipes e um disco com o registro do canto e da
dança do povo Fulni-ô, indígenas do nordeste brasileiro. O lançamento ocorre em
etapas. Na quinta (5 de dezembro) com o primeiro trailer e videoclipe. No dia
12 dezembro (quinta) é a vez do segundo videoclipe. No dia 16 de dezembro
(segunda) o álbum Cafurnas Fulni-ô entra nas plataformas digitais (Facebook,
Instagram e Youtube) e por fim no dia 20 de dezembro (sexta) o terceiro clipe
vai ao ar. Acompanhe via:
Facebook: www.facebook.com/ agoancestralidade
Instagram: www.instagram.com/ agoancestralidade/
As cafurnas são
melodias entoadas e cantadas em Yaathe, a língua nativa do povo Fulni-ô, sempre
acompanhadas por danças tradicionais. Além dos três vídeos, que têm como pano
de fundo a imponente Chapada dos Veadeiros, no coração do Brasil, o projeto
também traz um trailer que conta a origem dessa expressão musical: o sonho de
Abdon, um ancião Fulni-ô.
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Foi um sonho que
trouxe o recado dos encantados para Abdon: veio uma melodia que deveria ser
letrada e cantada em Yaathe, para a sua língua nativa nunca morrer. Assim,
começa a surgir as cafurnas que, com seus versos, ajudam a preservar a cultura
e a língua desse povo. De toda sua região, o nordeste brasileiro, o povo
Fulni-ô é um dos poucos que conseguiu manter viva e ativa a sua língua
original. Vale ressaltar que o processo de colonização do Brasil se inicia
nesta região e os povos autóctones daquela parte do território tiveram que
lidar antes dos demais com as dinâmicas de aculturação e genocídio. Estima-se
que existiam cerca de 1.000 povos no nordeste e hoje restam apenas 80. A
proteção dessa língua vem de sua músicas e também, em grande parte, pelo do
Ouricuri, ritual sagrado (e secreto), que os indígenas realizam anualmente,
desde o tempo antigo até hoje.
"O projeto
é uma homenagem a Santxiê Tapuya Fulni-ô, em memória de sua luta e resistência
no Santuário Sagrado dos Pajés". Revela Tâmara Jacinto. "O Santuário
dos Pajés é um território em Brasília, de uso tradicional indígena desde o
século passado. Ele foi ocupado permanentemente por Santxiê e sua família na
época da construção da cidade. Desde então, a especulação imobiliária fez de
tudo pra tirará-los de lá. Em 2014 ele partiu, mas partiu em luta, defendendo o
que sempre o manteve em pé: sua cultura e sua língua". Destaca a
idealizadora do projeto Cafurnas Fulni-ô.
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Sobre o povo
Fulni-ô:
De acordo com o
último censo do IBGE, é possível encontrar cerca de 8 mil indígenas Fulni-ô.
Eles vivem na sua aldeia, próxima ao município de Águas Belas (PE) e no
Santuário dos Pajés (DF). O artesanato, feito em grande parte com a palha da
folha do Ouricuri - uma planta sagrada - e a apresentação de suas músicas e
danças tradicionais, entre elas, a cafurna; são as principais fontes de renda
desse povo.
Todo ano, eles
se recolhem para a realização do ritual do Ouricuri (que leva o nome da planta
sagrada), momento em que celebram a sua tradição e tomam decisões políticas.
Apesar de terem conseguido manter viva grande parte de sua cultura milenar, o
povo Fulni-ô ainda não possui território demarcado.
O quê: Lançamento
do álbum Cafurnas Fulni-ô;
Quando: 5
de dezembro (quinta): Trailer e videoclipe 1
12 de
dezembro (quinta): Videoclipe 2
16 de
dezembro (segunda): Álbum Cafurnas Fulni-ô
20 de
dezembro (sexta): Videoclipe 3
Classificação
indicativa: Livre.



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