Escolas utilizam música como instrumento de ensino e despertar de habilidades
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| Foto: Divulgação |
Lei que torna ensino musical obrigatório na grade
curricular de escolas públicas e privadas completou 10 anos
A legislação que torna o ensino
de música obrigatório nas escolas da rede pública e privada do Brasil completou
dez anos em 2018. A obrigatoriedade de incluir o ensino de música na grade
curricular ocorreu por meio da lei número 11.769, que alterou a Lei de
Diretrizes e Bases Orçamentárias (LDB), de agosto de 2008.
A disciplina da música não
precisa ser necessariamente exclusiva, podendo fazer parte, por exemplo, do
ensino de arte, ou seja, o conteúdo é obrigatório, mas a disciplina como
matéria/aula não. Cada instituição de ensino teve autonomia e foco para decidir
como incluir esse conteúdo de acordo com seu programa de ensino.
Diante do desafio, algumas
iniciativas se destacam no âmbito do setor educacional público e
privado. No colégio CIMAN, os alunos da Educação Infantil, entre 2 e
6 anos, trabalham com música ao longo de toda a sua formação. Os estudantes
desse ciclo têm a música presente em diversos momentos do aprendizado, como uma
ferramenta de assimilação de conteúdos, além de ajudar as crianças a
desenvolver um nível mais aguçado de escuta além da linguagem, despertar noções
de matemática e relações afetivas.
Assim como a narração de
histórias, a música é um instrumento para despertar conhecimento, estimular o
aprendizado e também valores como sensibilidade, criatividade, concentração,
respeito ao próximo e afetividade. Além das atividades ao longo da semana, a
escola também proporciona aulas específicas de música, semanalmente, onde os
alunos têm contato com conceitos básicos como ritmo, volume, compasso,
percussão, melodias e repetição de estrofes, com professor especializado.
“A melodia, o trabalho com ritmo
e sons estimula até mesmo a escrita e a interpretação de texto pelos pequenos.
Somado ao lúdico, que desperta interesse e promove um momento de interação e
diversão em equipe. É uma atividade que trabalha diferentes formas de
comunicação na criança”, explica a coordenadora do Ensino Infantil,
Valéria Ramos Martins.
As turmas do Jardim II, por
exemplo, desenvolvem o projeto Cantigas de Roda, uma forma lúdica de
trabalhar com habilidades de comunicação, atividades em equipe, percepção
rítmica e memória de músicas. No dia 30 de agosto, eles mostram o
que captaram no palco da escola, quando apresentam músicas tradicionais da
infância. Oito turmas participantes, totalizando 120 alunos na faixa dos 5
anos, apresentam cantigas como “Ciranda Cirandinha”, “Pirulito que bate bate”,
“Fui morar numa casinha” e “Sabiá na gaiola”.
Com incentivo do Fundo de Apoio à
Cultura do Distrito Federal, o CEF 11 do Gama recebe o
projeto Musicalizando na Escola nos dias 5, 7, 12 e 14 de agosto. O
projeto promove uma rodada de oficinas para alunos de 11 a 17 anos com o tema
“Música para a Vida”. A iniciativa tem por objetivo aproximar os alunos das
técnicas e do processo de concepção da música, percepção de estilos e ritmos,
além de propor um contato inicial com partituras e instrumentos.
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| Música na Escola. Foto: Claudivino Antunes |
As aulas acontecem em quatro
encontros, cada um com duração de duas horas. A iniciativa é conduzida por
cinco professores da Escola de Música de Brasília: Eugênio Matos, Daniel Baker,
Dani Baggio, George Lacerda e Felipe Pessoa. Além de aulas de iniciação à
teoria musical, os professores também fazem uso de instrumentos como violão,
teclado, triângulo, zabumba, pandeiro e chocalho para as aulas práticas,
colocando os alunos em contato com conceitos como ritmos, compassos, escalas e
notas.
Colégio CIMAN
CIMAN Octogonal
(61) 3213-3737 –
Entre áreas 1/4
Projeto Musicalizando
na Escola
“Oficinas Música para
a Vida”
CEF 11 do Gama
St. Sul Q 15 - Gama,
Brasília - DF
Dias 5, 7, 12 e 14 de
agosto
Apoio: Fundo de Apoio
à Cultura – FAC/DF


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