Grupo de pesquisa da UnB leva tecnologia social a mais de 3.700 municípios e fortalece a agricultura familiar
| Foto: Divulgação |
Grupo atua em todos os estados, no Cerrado, na Amazônia e no Semiárido com foco em inovação, políticas públicas e digitalização no meio rural
Em
meio aos desafios da produção rural e das mudanças climáticas, um
grupo de pesquisa da Universidade de Brasília tem ampliado sua
presença em diferentes territórios brasileiros com uma proposta que
une ciência aplicada, tecnologia e participação comunitária. O
Centro de Gestão e Inovação da Agricultura Familiar (CEGAFI) atua
nos biomas Cerrado, Caatinga e na Amazônia com equipes de
pesquisadores e estudantes.
Mais do que um núcleo técnico, o
CEGAFI se define como um grupo de pesquisa-ação. Na prática, isso
significa desenvolver estudos e soluções a partir da escuta e do
envolvimento direto das comunidades rurais. Atuando em três frentes
principais: produção de conhecimento científico aplicado às
realidades locais, desenvolvimento de plataformas tecnológicas para
gestão e tomada de decisão no campo e contribuição técnica para
formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas
voltadas à agricultura e ao meio ambiente.
“O
reconhecimento da agricultura familiar como espaço de enfrentamento
e solução para as mudanças climáticas passa pela inovação
social, mas também pelo acesso a tecnologias apropriadas e adaptadas
à realidade de cada território”, afirma Mário Ávila , diretor
do CEGAFI. “Nosso papel é produzir e sistematizar conhecimento que
não fique restrito à universidade, mas que dialogue com as
comunidades em forma de instrumentos e políticas mais
eficientes.”
As mais de 30 ferramentas desenvolvidas
pelo grupo incluem sistemas de monitoramento, aplicativos e
metodologias de coleta e análise de dados que auxiliam na
organização produtiva, na comunicação e na qualificação de
agricultores familiares e gestores públicos. Ao mesmo tempo, o
CEGAFI implementa modelos de avaliação de políticas públicas,
utilizando indicadores sociais, econômicos e ambientais para medir
impactos e propor adequação e adaptação às condições
locais.
Entre as estratégias adotadas está o letramento
digital que envolve jovens no monitoramento ativo de políticas com
uso de tecnologias e o Compensa Carbono, iniciativa voltada à
restauração ecológica e à educação ambiental, com foco na
recuperação de áreas degradadas e na conscientização sobre
conservação e adequação para enfrentar os impactos das mudanças
climáticas.
Com parcerias que envolvem universidades,
ONGs, institutos de pesquisa, organizações internacionais, empresas
de tecnologia e órgãos governamentais, o CEGAFI consolida uma
atuação em rede e fomenta um hub de conhecimento. A integração
entre ensino, pesquisa, extensão e desenvolvimento tecnológico é
apontada como diferencial para transformar conhecimento acadêmico em
impacto direto nos territórios.
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