A CAIXA Cultural Brasília recebe temporada de: Escola de Mulheres
| Foto: Ronaldo Gutierrez |
Uma comédia clássica de Moliére, com direção de Clara Carvalho e protagonizada por Brian Penido Ross ao lado de um elenco de oito atrizes e atores
Um gesto de transgressão ao patriarcado e ao conservadorismo que traz a sagacidade feminina à tona com ironia e leveza. Assim pode ser definida essa comédia de Moliére, escrita em 1663, cuja montagem foi idealizada por Ariell Cannal e Brian Penido Ross que integram o elenco sob direção de Clara Carvalho, todos do Grupo TAPA. O espetáculo chega a Brasília trazendo na bagagem a experiência de bem-sucedidas temporadas Brasil afora. Além de Brian Penido Ross e Ariell Cannal, estão no elenco, Carol Kufel, Fulvio Filho, Leandro Tadeu, Paulo Marcos, Nando Barbosa, Nando Medeiros e Vera Espuny.
Escola de Mulheres cumpre temporada no Teatro da CAIXA Cultural Brasília de 30 de julho a 2 de agosto, com sessões de quinta a domingo. A bilheteria abre dia 25 (sábado), com ingressos a partir de R$ 15 (meia). A peça tem duração de 85min e classificação indicativa 12 anos.
Escrito quando Molière tinha 40 anos, na plenitude de sua potência criativa, ele próprio fazia o papel de Arnolfo em cena. Personagem que repele frontalmente a ideia de ser traído. No texto, o protagonista educa a jovem Inês para que se torne sua esposa ideal, criando-a na mais absoluta ignorância. Porém, como em muitos dos textos de Moliére, as personagens femininas são perspicazes e descobrem como se empoderar numa circunstância desfavorável. O que, no caso de Escola de Mulheres, o plano de Arnolfo mostra-se difícil de implementar.
Na visão da diretora, “sente-se na obra a simpatia de Molière pelas mulheres. O machismo patológico é escancarado, ridicularizado e, observamos um viés francamente feminista. É esse viés que colocamos em cena”, comenta Clara Carvalho. A peça foi um sucesso estrondoso na sua estreia em Paris e gerou discussões sobre a polêmica comportamental que trazia. E por conta da polêmica, Molière escreveu A Crítica à Escola de Mulheres, em resposta a seus detratores.
A presente montagem do clássico conjuga referências do século XVII com traços contemporâneos. E numa unidade de tempo, onde trama percorre 24hs corridas, tudo se passa em uma praça, tendo como cenário um painel com um sol, que remete a Luís XIV, o patrono das artes e da trupe de Molière.
Brian Penido Ross, sobre as características de seu personagem, comenta: “Arnolfo é um burguês de meia idade e está sujeito às convenções do amor e do casamento, ao contrário do comportamento libertino dos homens e mulheres da corte de Luís XIV. Ele faz toda sorte de intrigas sobre homens que foram traídos e deseja obsessivamente não se tornar um deles.”, A compara com outros clássicos do autor: “Molière tem uma galeria genial de personagens com comportamentos compulsivos, como Argan, de O Doente Imaginário, ou Harpagão, de O Avarento.”, e traz para a atualidade: “num momento em que o Brasil está lidando com pautas conservadoras e repressivas, rir de Arnolfo e acompanhar a rápida e comovente evolução de Inês em sua compreensão do mundo é muito salutar."
Serviço:
Escola
de Mulheres, de Moliére
Local:
CAIXA Cultural Brasília - SBS – Quadra 4 – Lotes 3/4
Temporada: de 30 de julho a 2 de agosto de 2026
Horários: quinta às 18h e às 21h, sábado às 16h e às 21h, domingo às 13h e às 16h.
Sessões com intérprete LIBRAS: quinta-feira, 31 de julho, às 21h.
Sessão com bate-papo após o espetáculo: sábado, 01 de agosto, às 16h.
Duração: 85 minutos
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia entrada conforme legislação vigente e clientes CAIXA)
Vendas: a partir de sábado, 25 de julho. Horário de abertura da bilheteria: às 9h, no teatro, e às 13h, no site https://bilheteriacultural.
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 12 anos
Capacidade: 407 lugares
Acesso para pessoas com deficiência
Estacionamento:
gratuito aos finais de semana e feriados e de terça a sexta a partir
das 18h
Mais
informações:
site
da CAIXA Cultural
Patrocínio: CAIXA
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