Governo garante funcionamento da perícia médica e minimiza impacto da paralisação cerca de 10% da categoria
![]() |
| Foto: Divulgção |
Os peritos médicos federais
realizam um trabalho fundamental para a concretização das políticas públicas de
Previdência e Assistência Social. Todos os dias, 15 mil pessoas são esperadas
nas agências do INSS para serem submetidas a perícia médica. E a maioria
esmagadora dos peritos médicos federais – quase 90% – seguem trabalhando
normalmente, cumprindo as normas de produtividade do novo Programa de Gestão e
Desempenho-PGD, implementado pelo Ministério da Previdência. Os ajustes
de produtividade forem feitos em 2024 a partir de uma uma auditoria do Tribunal
de Contas da União (TCU), aprovada por unamidade pelos ministros
julgadores.
Mas saiba que, mesmo assim,
um grupo de peritos radicalizados, pouco mais de 10% da categoria, insiste em
trabalhar menos, continuar recebendo o mesmo salário e exigem ainda, ser pagos
por atendimentos não realizados.
Isso não é ficção. Isso é o
que o sindicato dos Médicos Peritos está tentando fazer com sua absurda greve.
Não é uma paralisação por melhores salários (o governo js concedeu quase 20% de
reajuste e chegarão a 28% até 2026). No próximo ano, o salário da maioria
que já está no topo da carreira será de R$ 29 mil reais, para uma rotina diário
que não supera 4 horas de trabalho nas agências do INSS. A carreira da perícia
médica é a mais valorizada e como vimos, mais bem remunerada do serviço público
federal.
Parece um ótimo cenário,
certo?
Mas a greve é pelo direito
de trabalhar menos, atender menos pessoas! Você leu certo. Hoje, um perito
atende, em média, 10 pessoas por dia. O Sindicato quer reduzir para 5 ou, no
máximo, 6 atendimentos diários.
E mais: querem que o Estado
pague mesmo quando o cidadão faltar à perícia. Como se um médico particular
pudesse mandar um boleto para a casa do paciente cobrando uma consulta que o
cidadão na compareceu! Ou o médico que trabalha para convênios pudesse cobrar
dos planos de saúde a consulta não realizada (prática inclusive vedada pelo
Código de Ética Médica em seu artigo 59).
Mesmo diante da
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) e das decisões do Superior
Tribunal de Justiça (STJ), que reconheceram o direito do governo de descontar
os dias não trabalhados e promover o reagendamento preventivo das perícias que
vinham sido recusadas pelos grevistas, o Sindicato dos Peritos segue tentando
pressionar o governo com reivindicações que também já foram rejeitadas pela
Justiça.
Agora pense no impacto disso
para a população. Milhares de segurados que necessitam da perícia, pessoas em
situação de vulnerabilidade sofrendo ainda mais porque um pequeno grupo não
quer cumprir com o seu dever.
No passado, o governo já
abriu mão da carga horária de 8 horas diárias, permitindo que os peritos
trabalhem menos de 4 horas por dia, desde que entregassem produtividade. Mas
para essa parcela radicalizada, nada é suficiente. Querem agora reduzir o
trabalho, aumentar os seus benefícios e detrimento da população que ficará sem
atendimento caso o Governo ceda a seus pleitos.
Esse tipo de ação coloca em
risco conquistas importantes da categoria, como a própria exclusividade da
carreira de perito. Se esse pequeno grupo não quer trabalhar, há milhares de
médicos no país prontos para assumir essas vagas. Existem 15 mil candidatos
disputando 500 vagas em concurso agora mesmo e serão nomeados em junho.
A pergunta que fica é: você
acha justo que um grupo privilegiado tente sabotar o sistema para trabalhar
cada vez menos e até ganhar sem trabalhar? Porque o trabalhador brasileiro que
precisa de auxílio-doença e a pessoa com deficiência que busca o BPC, e que
aguardam na fila da perícia, com certeza não acham.

Comentários
Postar um comentário