A Transformação vem com a Semente
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| Foto: Franz Mendes |
Cuidar das sementes da vida!! Muita música e humor marcam a
poética do solo teatral feito para crianças a partir de 4 anos.
O espetáculo SEMENTES trabalha com a metáfora
poética da semente, da frutas e flores. A criação do espetáculo começou com as
lembranças de uma brincadeira de criança. Os adultos diziam “se você engolir
uma semente de fruta nascerá uma planta na sua barriga”. Todas essas
possibilidades e fantasias povoaram a mente da atriz Caísa Tibúrcio durante
a montagem do seu solo.
A relação com a natureza é fisiológica e constante no
espetáculo. As sementes, as frutas, as flores compõem o mosaico natural e
o ambiente lírico das cenas. O resultado desse mergulho nas memorias das
histórias da infância foi essencial para a montagem do espetáculo que é
destinado crianças a partir de 4 anos de idade.
A partir da metáfora poética da semente Caísa Tibúrcio criou
um número de palhaça em 2014 e com ele participou da III edição do TPMs –
Temporada Internacional de Palhaças no Mês da Mulher em 2014 e do IV Encontro
Internacional de Palhaças de Brasília nesse mesmo ano.
Durante esses dois anos de brincadeira com as sementes, as
explorações com esse tema ficaram cada vez mais intimas e fortes e ao mesmo
tempo os desafios, a paixão e os aprendizados com a arte da palhaçaria também
foram crescendo. Até que em 2016 a metáfora da Semente foi ganhando proporções
e significados maiores e o trabalho recebeu influências do filósofo Gaston
Bachelard, da história e poesias do amigo e escrito Wilson Pereira como o
livro infantil “ Meu pé de poesia”, as metamorfoses naturais presentes na
poesia de Manoel de Barros, a figura mítica Maira Jatobá de Helena Oliveira, a
música de Luiz Gonzaga, “A maior flor do mundo” de José Saramago e “Marcelo
Marmelo Martelo” de Ruth Rocha. Essas são referências primordiais e que
contribuíram para a finalização do espetáculo.
A construção desse espetáculo foi um processo criativo
diferente, pois a maturação e criação das imagens poéticas foram criadas
durante apresentações e movidos pelo desejo artístico de trabalhar com o
feminino, com a figura da mulher camponesa ligada à terra e às ancestralidades
culturais. Durante as pesquisas, a percepção da força poética que há na
metáfora da semente veio com a informação de que a agricultura começou por meio
da mulher. Quando a mulher/mãe percebeu que plantando sementes, o alimento dos
filhos estaria garantido, que a vida poderia continuar.
Para organizar todas os novos sonhos, desejos poéticos, Caísa
Tibúrcio chamou a artista Ana Flávia Garcia para, em
conjunto, criarem a dramaturgia do espetáculo, o músico Lucas Tibúrcio para
assinar a direção musical e o artista Roustang Carrilho para
fazer a direção de arte.
Em 2016 fez temporada no Teatro Plinio Marco – Funarte/ DF com apoio do edital
Cena Aberta. Integrou a Mostra teatral da Feira do Livro de 2016 do DF,
Festibra (Festival de Teatro para a Infância), participou do Prêmio SESC de
Teatro Candango de 2016, indicado a categoria de melhor espetáculo infantil.
Integrou a programação do Festival Internacional Cena Contemporânea de 2017, o
Festival do Palco Cerrado em 2018, a Bienal do Livro de 2016 e 2018. Realizou
apresentação no SESC Centro – GO, SESC de Anápolis, e Festival de Teatro de
Dourados/MS (FIT Dourados) e o Festival de Teatro Popular de Fortaleza em 2018,
Festival de Cascavel em 2019. Realizou uma temporada dois meses com circulação
nos parques públicos do DF (Brasil) com apoio e patrocínio do Banco de Brasília
BRB, laboratório SABIN e IBRAM. Em 2019 nos meses de fevereiro e março realizou
circulação em Portugal na cidade de Lisboa, Seixal, Ponte de Sôr e Elvas, na
Casa do Coreto, Casa Tangente, no Bolina Festival Internacional de mulheres
palhaças e no Festival de Comicidade Gargalhadas.
Trata-se de um espetáculo que fala sobre as possíveis SEMENTES da
vida, das organizações, dos desejos, dos sonhos, da arte. A metáfora de plantar
e cuidar de uma semente é explorada até a última potência. A personagem é uma
plantadeira imperturbada e mostra que todos nós podemos ser terreno fértil para
germinar desejos incríveis, podemos ser cuidadores de projetos, pessoas,
encontros, sementes....
Sinopse
Em
um pedaço de terra seco no interior do mundo, uma mulher se encontra sozinha.
Carrega em sua bagagem a simplicidade, o sonho e alguns poucos objetos
encantatórios. De repente coisas mágicas passam a acontecer. Será que ela está
mesmo sozinha?
Das lembranças de menina, de quando a semente
brotava do próprio ser, nasceu essa poesia. Vem do começo da vida, do
sonho. O espetáculo é uma brincadeira que serve para experimentar o mundo
sob o signo de uma semente, para ter a chance de cheira as flores imaginadas,
para dançar e ouvir a música dos cantarinhos, para comer a fruta nascida dos
devaneios da infância, para afirmar a liberdade do sonhadário.
Ficha Técnica
Concepção e Atuação: Caísa
Tibúrcio
Dramaturgia: Caísa Tibúrcio
e Ana Flávia Garcia
Produção Geral: Casulo
Produções
Direção musical: Lucas
Tibúrcio
Músicas originais: Caísa
Tibúrcio, Milena Tibúrcio e Lucas Tibúrcio
Cenário: Roustang Carrilho e
Caísa Tibúrcio
Figurino: Roustang Carrilho
Iluminação e Coordenação
técnica: Dan Kuae
Fotografia: Diego Bresani
Registro videográfico: Fabiano Morari
Designer gráfico: Jana Ferreira
Quando: Dias 09 e 10 de novembro – sábado e domingo. Horário:
16h;
Onde: Teatro Plínio Marcos. FUNARTE/DF;
Ingressos: R$20,00 a inteira e R$ 10,00 meia.

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