Cazuza Pro Dia Nascer Feliz, O Musical.
Meus queridos
leitores, para quem não sabe, sou apaixonada por teatro. Quando é musical, fico
fascinada; aguça minha imaginação. Hoje vou falar sobre o espetáculo que
eu assisti no dia 10/05/2014 (sábado), "Cazuza - Pro dia nascer feliz, o
musical". A peça trouxe pela primeira vez aos palcos de Brasília a
história de um dos maiores ídolos da música brasileira.
Antes de falar do
elenco, quero dizer que achei o local horrível para o espetáculo, tão bem
montado e maravilhoso. Você comprava o ingresso (resolvi comprar na hora) com
cadeira marcada, mas sentava onde havia cadeira vazia. Pra quem pagou R$ 110 ou
mais, não fez diferença. Foi bom apenas para quem foi ao camarote, que tinha
bebida e comida liberada. E pra finalizar, as cadeiras eram desconfortáveis e
achei muito desorganizado.
Vamos falar do
elenco, que tem o músico e ator Emílio Dantas, de 30 anos (confesso que só vim
conhecer seu trabalho agora), que faz sua segunda incursão em musicais. Susana
Ribeiro, Marcelo Várzea, André Dias, Fabiano Medeiros, Yasmin Gomlevsky, Thiago
Machado, Bruno Fraga, Bruno Narch, Bruno Sigrist, Saulo Segreto, Dezo Mota,
Sheila Matos, Juliane Bodini, Oscar Fabião e Osmar Silveira completam a
escalação. Eles dão vida a nomes como Lucinha e João Araújo (pais de Cazuza),
Ney Matogrosso, Bebel Gilberto, Frejat, Caetano Veloso, Dé Palmeira, entre
vários outros personagens que passaram no universo de Cazuza.
Pra quem não foi e
perdeu, realmente a história mexe com você. O protagonista, Emílio, está à
frente de um elenco em que os atores cantam na retaguarda de uma banda tocando
ao vivo. Destacam-se hits como: Bete Balaço; Brasil; Codinome Beija-flor;
Exagerado; Faz parte do meu show; Ideologia; O tempo não para e, claro, a
canção que leva o nome do espetáculo.
Além do talento como
ator, Emílio chama a atenção pelo vocal. Bastava fechar os olhos para achar que
realmente era a voz de CAZUZA ouvida no palco. A desenvoltura, as risadas, o
timbre, era tudo igual; só piscar e olhar para o ator que você se emocionava. A
história no palco contava desde a sua juventude avassaladora até o fim de sua
vida com o vírus da AIDS. Um dos momentos fortes da peça é quando Cazuza cospe
na bandeira do Brasil durante o show em 1988, fato que gerou bastante polêmica.
“Não sei quem foi o ufanista que jogou essa bandeira. É uma pessoa louca,
porque o Brasil não está em condições de receber manifestações como essa.
Inflação de 900%, um monte de denúncias de irregularidades, fora o assassinato
do Chico Mendes. Eu estou é triste! Desiludido!”, declarou o artista na época.
Hoje, 15 anos depois,
“eu vejo o futuro repetir o passado.”. Talvez Cazuza estaria perguntando aos
berros: o que mudou nesse país! Bebida por favor! Emocionei-me, cantei e me
diverti. Arrependeria-me se não fosse. Obrigado ao maridão pela companhia! Não
me cabe julgar sua vida pessoal, porém foi um grande músico e poeta a se
admirar, suas letras falaram e falam muito até nos dias de hoje!
BRASIL MOSTRA A SUA
CARA...

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