Alessandra Negrini em “A Árvore”
| Foto: Divulgação |
O relato de uma mulher em meio a um processo de transformação interior, tomada por novas sensações e percepções
Em seu primeiro solo, Alessandra Negrini dá voz a uma mulher em processo de reflexão, depois de ganhar uma pequena planta. Certo dia, ao limpar uma estante, A., vivida por Alessandra, se vê presa à planta por um fio de cabelo e submerge em um estranho processo, no qual observa seu corpo transformar-se em algo que desconhece. Despedindo-se de sua forma humana, A. ora narra fatos de seu cotidiano, ora se entrega a reflexões diversas, que transitam entre o lírico e o cômico.
A Árvore, com texto de Silvia Gomez e direção de Ester Laccava, faz curta temporada no Teatro Unip (913 Sul), de 27 a 30 de agosto, com sessões de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h. Os ingressos, a partir de R$ 25, já estão à venda em https://bileto.sympla.com.br/. A peça já fez temporadas de sucesso em São Paulo, Recife, Fortaleza, São Luís, João Pessoa e Salvador, e chega a Brasília com patrocínio local da Brasal, a convite do Circuito de Teatro Brasileiro, e tem como patrocinador nacional o PagBank.
De acordo com a atriz, a peça é composta por muitas camadas. “A. nos conta a sua história, a sua aventura mais íntima e nos oferece o testemunho de ver o seu corpo se transformando. As angústias e as alegrias dessa viagem viram palavras e imagens potentes. É uma escrita performática, uma página, uma peça, uma narrativa dessa metáfora de virar algo que não é mais si mesmo”, comenta e define: “A Árvore é um relato, um relato de amor.”
O texto, que é o primeiro monólogo de Silvia Gomez, teve como inspiração uma imagem. “Um dia, regando uma planta na estante, vi um fio do meu cabelo preso a ela. Pedi para meu filho fotografar e transformei o episódio em textos. Nesta peça, esse disparou a metamorfose, elaborando a sensação de certa forma delirante de ter sido agarrada por aquela planta, como se ela tivesse algo a dizer”, revela.
“As personagens, que escrevo são essas, que, de repente, olham para a realidade, mas não cabem mais nela, adentrando um espaço de delírio que, para mim, é, na verdade, de extrema lucidez. Um exercício de tentar elaborar o real por outra camada, reconhecendo nele as fissuras que nos permitem formular novas perguntas”, completa a autora, que foi indicada ao Prêmio Shell de dramaturgia, em 2019, por “Neste mundo louco, nesta noite brilhante”, e ao APCA, de 2022, por “Gesto”.
Serviço:
A Árvore, com Alessandra Negrini
Gênero: Drama
Local: Teatro UNIP
Endereço: SGAS 913 - Asa Sul
Temporada: de 27 a 30 de agosto.
Horários: de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 19h
Não será permitida a entrada após o início do espetáculo.
Acessibilidade na sessão de domingo
Ingressos: A partir de R$25,00.
Bilheteria: virtual https://bileto.sympla.com.br/ e física, sem taxas, na Belini (113 Sul)
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
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