Chang’e (嫦娥), a Deusa da Lua, uma obra feita de som, dança e cultura chinesa
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| Foto: Humberto Araujo |
Obra inédita com estreia
em 5 de abril e circulação pelos teatros do Sesc Taguatinga e Gama, e Espaço
Cultural Renato Russo, onde encerra a temporada dia 3 de maio
Do encontro entre a mitologia
milenar da Deusa da Lua, Chang'e, e a exploração espacial, o espetáculo propõe
uma experiência sensorial entre o visível e o invisível por meio da dança.
Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF), a obra foi
inspirada na missão lunar chinesa que revelou o lado oculto da Lua e, ao
resgatar a ideia de oposto complementar, propõe que o não visto não é vazio,
mas sim a estrutura que permite a manifestação do visível.
No centro da pesquisa para a
construção da obra está a pessoa com deficiência visual, que encontra suporte
na tecnologia para apreciar a peça. Software esse, desenvolvido pelo diretor
musical, Eufrasio Prates, que captura os movimentos em tempo real transformando-os
em sons fractais. Essa paisagem sonora, que surge do roteiro que une a
sabedoria ancestral do mito e a inovação da exploração espacial, funde-se ao
timbre de um instrumento chinês milenar Erhu, tocado por Tom Suassuna.
Em cena, as intérpretes Carol
Barreiro e Kimberlly Lima, artista marcial cega, constroem a partitura
coreográfica criam um diálogo vivo entre dança e Wushu (武术), conhecido por Kung Fu no ocidente. Para
Carol, Chang’e é um convite para imaginar o lado oculto da Lua, “por revelar que
a forma emerge de uma presença tecida entre movimento e som, em constante
diálogo”. A construção dramatúrgica da obra bebeu da literatura de Haroldo de
Campos, Li Po (李白), Li Shang-Yin (李商隱) e Mao Tse-Tung (毛泽东).
Chang'e é a mais célebre Deusa da Lua na
mitologia chinesa, personificando o romance, a graça e a prosperidade das
colheitas. Sua origem divina remonta à célebre lenda em que, ao ingerir um
elixir da imortalidade destinado a seu esposo, o arqueiro Yi, ela ascendeu ao
satélite terrestre, consumando seu destino imortal. Essa narrativa é celebrada
anualmente durante o Festival do Meio Outono, também conhecido como Festival da
Lua, uma tradicional festividade da colheita na qual os devotos prestam suas
homenagens à deusa, realizando oferendas em busca de saúde e riqueza.
Serviço:
[Dança Contemporânea] Chang’e
Temporada de 5 de abril a 3 de
maio
Ingressos: entrada gratuita
Classificação indicativa: não
recomendado para menores de 10 anos
Estreia: Sesc Teatro Paulo
Gracindo, no Gama
Endereço: Setor Leste
Industrial, Lotes 620 a 680
Dia: 5 de abril (domingo)
Horários: às 15h e às 19h30
Local: Sesc
Teatro Paulo Autran, em Taguatinga
Endereço: CNB 12,
Área Especial 2/3
Dia: 30 de abril
(quinta-feira)
Horários: às 15h
e às 19h30
Local: Espaço
Cultural Renato Russo
Endereço: CRS
508, Bloco A, Loja 72 – Asa Sul
Dias: 2 e 3 de
maio (sábado e domingo)
Horário: às 19h30
Aviso: o
espetáculo apresenta ruídos súbitos e momentos de escuridão total (blackout),
que podem assustar crianças
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