A Xilogravura Popular: Xilógrafos e Poetas de Cordel
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| Pato Preto - Autor-Dila. Foto: Divulgação |
Museu Nacional da República recebe mostra que reúne cerca de 300 obras assinadas por gravadores, poetas e cordelistas renomados
A
rigidez da madeira é moldada e se torna maleável para acomodar a poesia. Os
talhos se transformam em animais, em gente e em cenários imaginários. Assim,
nasce o casamento da xilogravura com a literatura de Cordel, que narra a
criatividade do imaginário do nordeste brasileiro. Com a intenção de apresentar
essa técnica de ilustração, que chegou ao Brasil no século 19, Brasília será a
sede da exposição “A Xilogravura Popular: Xilógrafos e Poetas de
Cordel”, em cartaz no Museu Nacional da República de 27 de novembro de 2018
a 10 de fevereiro de 2019. Edna Pontes e Fábio Magalhães assinam a curadoria.
Patrocínio Eletrobrás.
A mostra estréia
na capital federal e reúne cerca de 300 xilogravuras, além de matrizes de
xilogravuras e álbuns de Cordel, que recontam um pouco da trajetória dessa arte
popular. A maioria das obras, no entanto, são ilustrações independentes da
literatura e surgiram, justamente, quando essa arte passou a despertar o
interesse dos intelectuais e artistas modernos e ganharam brilho próprio.
“A mudança
ocorre por volta dos anos 1950, quando a xilogravura que ilustrava esses
folhetos é substituída por fotos e pela zincogravura. Ao mesmo tempo, porém, os
gravadores começam a receber encomendas para produzir uma xilogravura
independente do Cordel e começam a fazer as ilustrações em um tamanho muito
maior de o tradicional 15x7”, explica Fábio Magalhães.
O público terá
acesso a peças de acervos pessoais e de museus, assinadas por gravadores,
poetas e cordelistas renomados como Ariano Suassuna, Dila, Jota Borges, Samico,
Mestre Noza, Palito, entre outros. Elas estarão reunidas pelas diferentes
temáticas que representam como costumes populares; cenas religiosas – milagres
e crenças; bichos fantásticos – dragões, leão alado, pavão misterioso –; além
de romances e aventuras do cangaço.
Trechos das
histórias de Cordel também serão apresentados ao público, assim como as
narrativas dos cantadores e dos repentistas. “Incluímos, também, obras de
artistas plásticos que, muito embora não façam parte da denominada arte
popular, produziram xilogravuras com linguagens de ‘parentesco’ com o Cordel”,
acrescenta Fábio. Mais informações: (61) 99333-0579 - Agência Atelier.
O quê: A Xilogravura Popular: Xilógrafos e Poetas de
Cordel;
Quando: De 27/11/2018 a 10/02/2019. De
terça a domingo, de 9h às 18h30;
Onde: Museu da República - Setor Cultural
Sul, lote 2, próximo à Rodoviária do Plano Piloto;
Entrada franca

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