NINA
Imagens: divulgação
Ontem (3/10) assisti ao filme
“Nina”, que conta a história da lenda do jazz e pianista clássica Nina Simone,
interpretada pela atriz Zoe Saldana. Então vai uma dica de Ela Fala Dos
Bastidores de um filme dirigido e roteirizado por Cyntia Mort, que fala de sua
ascenção ao estrelato e do relacionamento com o empresário Clifton Henderson
(David Oyelowo, ator que protagonizou Martin Luther King no filme “Selma”).
A película é biográfica/drama e
leva muita pitada de emoção e nostalgia. O longa-metragem causou polêmica
quando atriz Zoe Saldana foi escalada para o papel principal. A produtora foi
acusada de “escurecer” a estrela, que teria o tom de pele mais claro que o de
Nina. Apesar da polêmica, levanto e bato palmas para a interpretação da atriz,
que impressiona com sua atuação forte, em um excelente pape e a própria atriz
canta e muito bem. Familiares da Nina criticaram atriz, porém sua filha, Lisa
Simone Kelly, não só elogiou como defendeu Zoe. Segundo Lisa Simone (não se usa
artigo antes de nome próprio), em entrevista à revista “Time”, ela não estava a
par das críticas feitas a Saldana no Twitter oficial de sua mãe, que, segundo a
filha, é administrado por uma pessoa próxima à família.
O filme dá destaque para momentos
dramáticos da vida da cantora, com a dependência do álcool, o câncer, mas
também aborda sua explosão no mundo da música, suas influências políticas e sua
relação com o empresário Clifton Henderson.
A voz do jazz e do soul
Nina Simone, cujo nome de batismo
é Eunice Kathleen Waymon, nasceu a 21 de fevereiro de 1933, na Carolina do
Norte, nos Estados Unidos. Cantora, pianista e compositora de jazz e soul, ela
faleceu aos 70 anos, em 2003, em decorrência de complicações causadas por um
câncer de mama. A cantora contabilizou muitas polêmicas em sua vida pessoal, mas
seu brilhantismo jamais deixou de ser ofuscado. No Brasil, ela se apresentou duas vezes (como gostaria de ter assistido
um de seus shows), uma delas com Maria Bethânia. Nina também dedicou sua vida à
luta pelos direitos civis dos negros. Morou
parte da sua vida na França - onde faleceu. Nas décadas de 60 e 70, foi muito
comum artistas negros americanos de jazz e blues emigrarem para a Europa,
fugindo do racismo e para obter um reconhecimento profissional que lhes era
negado em seu país de origem. Muitos eram cultuados em países como França,
Bélgica, Holanda, Reino Unido e Alemanha, enquanto nos Estados Unidos eram
"ilustres" desconhecidos.
Vocês também podem, além de ver
este filme, assistir ao documentário “What Happened”, Miss Simone?, lançado em
2015, com autorização da família, e indicado ao Oscar, que conta toda a sua
vida pessoal e profissional da cantora.
Assista ao trailer abaixo:


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