Laura o filme


Vou fazer uma das coisas que sempre quis trabalhar: comentários de cinema. Pensei em falar sobre o filme francês Azul É a Cor Mais Quente (La vie d'Adèle), porém, comecei a assistir ontem à noite e não terminei. O filme é longo, com três horas de duração. Hoje eu termino e depois escrevo sobre o longa-metragem que provocou tanta polêmica. Falo, então, de Laura, um dos clássicos do cinema noir americano, dirigido por Otto Preminger e baseado no livro homônimo de Vera Caspary. 

O filme me chamou atenção não só pelo magnifico enredo, mas também pela personagem que dá nome à trama. Trata-se de uma produção em preto e branco de 1944, com uma mistura dos gêneros policial, romance e suspense. Laura  é uma jovem linda e sedutora - leitoras que mulher é aquela, com uma forma de falar, de se vestir e de andar extremamente sexy, sem se esforçar. 

Ela (interpretada por Gene Tierney) é assassinada e o detetive Mike Mcpherson (Dana Andrews) inicia uma investigação, só que ao olhar para o retrato da suposta morta ele se apaixona. É ou não é intrigante essa história? Durante a investigação, o policial descobre que outra pessoa foi assassinada e não a linda mulher da foto.

Esse filme é ótimo para assistir ao lado do amado, tomando uma taça de vinho ou se preferir comendo pipoca (rs). A fotografia em preto e branco é linda, a direção de arte se destaca pelo requinte dos interiores, figurinos. Já a direção e o roteiro são o máximo, pois a história provoca surpresa e prende a atenção do espectador até o fim. Nunca pensei que iria gostar tanto de um filme antigo como esse.

O filme também traz uma bela música, com o tema principal composto por David Raksin. Essa melodia envolvente e melancólica inspirou uma incrível interpretação do saxofonista de jazz Charlie Parker, com direito a orquestração. A performance de Bird não pertence ao filme, porém merece atenção. Essa música me traz grandes recordações. Foi ela que meu marido escolheu para entrada da sogra (minha linda mãe) em nosso casamento. Lindo!

Agora um toque para a mulherada: a personagem Laura é linda de morrer, e havia detalhes nela de como se comportar, falar e vestir que antigamente eram glamorosos, mas foram se perdendo com o passar do tempo no universo feminino. As atrizes daquela época falavam e se vestiam assim, tão naturalmente, que pareciam nascer prontas. Vamos acordar e tentar resgatar aquela essência do charme da conquista no vestir e no comportamento. Ou se algumas quiserem aprender um pouquinho da sensualidade e da conquista, não sendo vulgar, comecem a ver filmes antigos, como Laura, e se deliciem também com a história.

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